Estendido no silêncio Enrolo-me na memória Feita de pano alvo, Abraço as palavras Inesquecíveis Os gestos quentes Agarrados à pele – já entregues.
dolorosamente delirando embrenhado na dor do ausente trauteio canções nossas, canções de sabor a dias que eram dias onde a tua pele repousava colada ao meu peito e sorvíamos os beijos como água, dessedentando os nossos desejos, pedindo com os olhos um e mais um.
hoje, restam bocados de ti espalhados pelo chão, entalados nas gavetas semi abertas. miro as minhas mãos, estão lá os teus seios o teu cabelo a tinta dos poemas que te dava, a tua mão continuamente dormindo ao pé da minha.
enrolo-me na memória e não me conforto, o frio abraça-me e com os olhos procuro na janela o nosso pássaro dantes presente no beiral assobiando o sol, à cabeceira, um copo de mágoa lembra-me que te deixei partir, e num sorriso vago, trago-o de uma vez, aconchegando à memória um manto quente de saudade.
Calafrios negros Olhos negros Me chame de noite Glórias negras alimentam meu amor inacabável Você tem que me encontrar, sozinha no escuro E eu choro meu rio de escuridão Venha pra mim e participe do ballet eterno E deixe sua alma queimar, agora... Ventos negros sopram Destino negro cresce No meu estilo de vida anormal Sangue negro corre através das minhas vias negras Você tem que me encontrar, apenas chame meu nome Nosferatu... Diga meu nome e compartilhe minha escuridão sem fim Nosferatu... Dance para mim e sacie meus pesadelos Rastejadores da noite Noivas da noite Unidos por uma eternidade Répteis noturnos alisam sua inofensiva desgraça Você tem que me encontrar, como cinzas